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Entrevista com especialista em jogos de Horror

Monique Alves, especialista em jogos de terror fala sobre desenvolvimento de jogos.


Ícone homem Gunnar Correa
Ícone data de publicação 15/07/2015
Ícone quantidade de visualização 2,380
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Todos já sabemos que não existe idade definida para jogar videogame, nem mesmo se é homem ou mulher, o que importa realmente é a vontade de encarar desafios, que vão de simples bichinhos saltitantes a um apocalipse Zombie em um mundo totalmente destruído.

As produtoras de jogos antes de começar a desenvolver um jogo, ainda na etapa de colecionar ideias, faz uma busca intensiva no mercado de jogos, consulta fóruns e fãs da série de jogo que pretende desenvolver para saber o que os fãs gostam ou não em um jogo e a partir deste ponto de vista é que o Game começa a ser elaborado.

Quando algum jogo faz parte de uma série ou terá continuação, os jogadores ficam animados e alguns deles levam isto tão a sério que acaba dedicando sua vida a um game, como é o caso da Monique Alves, fundadora e colunista do site Resident Evil Database.

Resident Evil é uma série de jogos de Survivor Horror lançado pela ©Capcom, conhecido no Japão como Biohazard, foi lançado em 22 de março de 1996 para Playstation one. O jogo conta com imensas histórias e muitas salas para serem exploradas. Após o surgimento do Playstation 2 o Game mudou um pouco de rumo, partindo de Survivor Horror para um Game de ação, o que não agradou nenhum pouco os fãs da série.

O Pai desta criança é nada mais que Shinji Mikami, o mesmo produtor de Dino Crisis e The Evil Within, recém-lançado.

 

Entrevistamos a Colunista Monique Alves, que já entrevistou produtores da ©Capcom e também atriz principal da série de filmes Resident Evil, Milla Jovovich.

 

Confira a Entrevista completa abaixo.

 


 

SatellaSoft: Monique, que dificuldades você encontra no momento de criação de uma nova matéria para o site Resident Evil Database? Levando em conta que deve ser escrito de forma que agrade todos os tipos de leitores.

Monique Alves: Eu procuro pensar em mim como fã, o que eu gostaria de ver em um site sobre Resident Evil, e tento trabalhar dentro desta margem. O Resident Evil Database tem um enfoque maior em falar sobre tudo o que envolve a série, que é imensa, enquanto matérias ficam mais restritas nos conteúdos em vídeo, no caso, o ResidenTV.

 

SatellaSoft: Você já fez entrevista com a Atriz Milla Jovovich, da série de filmes Resident Evil. Além dela, você já teve contato com algum produtor da Capcom?

Monique Alves: Sim, em 2012 eu tive a chance de entrevistar o produtor de RE6, Yoshiaki Hirabayashi, e em 2014 eu pude falar novamente com ele sobre o Remake HD e com Michiteru Okabe sobre o Revelations 2. Este ano, o diretor do Revelations 2, Yasuhiro Ampo, também deu entrevista para o site.

 

SatellaSoft: Você acha que produtoras de games devem levar em consideração a opinião dos jogadores em relação a história do game? Se isso acontecer, os games serão desenvolvidos “sob encomenda”.

Monique Alves: Eu acho que as produtoras devem ter uma pessoa responsável por contar a história sem a interferência do fanservice, até como forma de surpreender, tanto para o bem quanto para o mal. Particularmente, eu prefiro o fanservice voltado para a qualidade técnica do jogo, e não fazendo a história do jogo conforme a vontade dos fãs. Acaba faltando um fator surpresa.

 

SatellaSoft: Você já jogou algum Game Indie? Se sim, qual a maior carência que você notou nestes jogos?

Monique Alves: Já, sim. Recentemente estava bastante entretida com o jogo Ether One, para PS4, e estava gostando demais do jogo, até o save corromper pela segunda vez, o que me fez desistir de vez de jogá-lo. A proposta do jogo era ótima, mas talvez falte justamente um refinamento maior no acabamento final destes títulos.

 

SatellaSoft: O trabalho realizado pelo Resident Evil Database é admirável, desta forma é possível notar que acontece uma divulgação dos games gerando lucros para a Capcom, já que acaba despertando curiosidade nos jogadores, você já parou para pensar nisto?

Monique Alves: Sim, e eu torço para que venda muito mesmo, pois isto nos garantirão muitos anos de Resident Evil ainda pela frente! <3

 

SatellaSoft: Ter seu trabalho reconhecido é muito bom, como se sente quando publica alguma matéria?

Monique Alves: Fico muito feliz em ver que a galera gosta do trabalho que eu faço, porque, como disse, eu procuro postar as coisas no site baseado no que eu gostaria de ver, como as entrevistas, os artigos de personagens e inimigos, gameplays e ResidenTVs.

 

SatellaSoft: Muitos jogos lançados para PS1 não tiveram uma continuação boa para outros console, como é o caso de Dino Crisis, você considera isto algo bom ou ruim?

Monique Alves: Considero ruim, pois adoraria que Dino Crisis tivesse tido a relevância que Resident Evil teve. Além de DC, jogos como Parasite Eve e Alone In The Dark também não tiveram continuações dignas, o que me entristece bastante. Espero que não aconteça o mesmo com The Evil Within, por exemplo.

 

SatellaSoft: Desde quando você joga videogames? Já sentiu vontade de desenvolver seu próprio jogo ou já criou algum?

Monique Alves: Eu jogo videogame desde os 3-4 anos. Tenho um irmão 8 anos mais velho, que foi quem me inseriu neste mundo dos games desde muito nova. Nunca tive vontade de desenvolver meu próprio game, mas tenho minhas próprias expectativas e sonhos com Resident Evil, por exemplo. Além disto, fiquei muito feliz com o anúncio do Kickstarter de Shenmue III, que é uma das minhas sagas favoritas, e eu vinha me perguntando desde quando terminei Shenmue II se e quando a história teria continuação.

 

SatellaSoft: Para finalizarmos, deixe seu ponto de vista sobre o processo de desenvolvimento de jogos, o que você acha que deveria ser realizado em uma pré-produção, seja um Game Indie ou de grandes produtoras?

Monique Alves: Como disse ao falar de Ether One, eu acho que um desenvolvedor, seja indie ou das grandes publishers, não deve deixar de testar seu jogo a exaustão, pois alguns bugs realmente desanimam, chegando a acabar com a vontade de terminar aquele jogo. Capricho pode e deve existir em qualquer coisa que você se propuser a fazer na vida, independente de seus recursos. Não estou dizendo que todos os indies são feitos de qualquer jeito, por favor, não é isto! Eu usei o exemplo do Ether One porque realmente me frustrou muito, mas tenho ouvido muitos elogios a outros indies que ainda quero experimentar e espero não encontrar estes bugs desanimadores. Todo e qualquer trabalho feito com amor pelo que se faz tem o meu total apoio! <3

 

Como você pode notar, a moça manda muito bem no ramo de jogos e seu trabalho pode ser comparado com grandes produtoras de vídeos e conteúdos para jogos. Monique se dedica a criar vídeos, Gameplay, entrevistas e participa muito de eventos, então corre no site do Resident Evil Database e confira seus conteúdos.

Confiram o trabalho completo da Monique Alves para o site Resident Evil Database.

Facebook: https://www.facebook.com/residentevildatabase?fref=ts
Site: http://www.residentevildatabase.com

Confira a entrevista com atriz Milla Jovovich.

Se você nunca jogou Resident Evil, confira um Trailer de um dos jogos.

É de suma importância os desenvolvedores levarem a opinião dos jogadores em consideração, como Jogabilidade, criticas sonoras e outros aspectos que não interfiram na história do jogo, afinal, somos nós é quem vamos jogar, caso o jogo fique ruim, a empresa pode levar sérios prejuízos.

Deixe para nós seu comentário, dizendo qual seu jogo favorito, seu ponto de vista relacionado ao desenvolvimento de jogos e se já criou algum jogo, deixe o link para nós.

Até a próxima!




Sobre o autor


Gunnar Correa

Nome: Gunnar Correa

Site: http://www.gunnarcorrea.com


Autodidata, graduado em Desenvolvimento Web e especialista em Tecnologias na Educação em uma universidade no interior de São Paulo. Comecei meus estudos na área de programação quando ainda era criança, e atualmente estou estudando desenvolvimento de jogos.

Sou o CEO do portal SatellaSoft, criado em 2009 com o intuito de compartilhar conhecimento de forma gratuita e inédita.


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