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Entrevista com produtor do game indie Pigeons Attack

Neste artigo você confere uma descontraída entrevista com o produtor do game Pigeons Attack.


Ícone homem Gunnar Correa
Ícone data de publicação 22/06/2016
Ícone quantidade de visualização 1,995
Ícone bandeira do Brasil Português

Neste artigo você confere uma descontraída entrevista com Bruno Sanches, um dos produtores do game indie Pigeons Attack. O game se passa em um centro de uma cidade na qual o jogador deverá deixar as pombas em extinção ou caso contrário, as pombas te matarão.

Bruno Sanches faz alguns comentários muito importantes aos desenvolvedores que estão começando e fala um pouco sobre sua formação e interação com sua equipe!

O jogo conta com um cenário muito simples e ao mesmo tempo rico e bonito, as animações e ideias de como o jogo foi construído simplesmente deixa o game com um gosto de quero mais.

Baixei o jogo para testar, e acredite, ele ainda está instalado mesmo sendo a versão beta.

Confira a entrevista abaixo.

Nome do jogo: Pigeons Attack

Site: Em breve

Integrantes: Bruno Sanches e Sebastian Santos

Página no Facebook: https://www.facebook.com/NixtorStudio

 

SatellaSoft: Fale um pouco sobre o tema do jogo e sua ambientação?

Bruno Sanches: Pigeons Attack conta com bastante humor e gráficos cartoonizados (e pomba é claro). O jogo se passa em um reino com temática medieval. A invasão ocorre inicialmente em uma vila pacífica e harmoniosa, onde nosso herói estava a caminho para entregar uma carta. O objetivo é sobreviver a hordas de pombas. Não se engane, elas são tão do mal quanto zombies. Para isso, você contará com upgrades e armamentos distribuídos pelo cenário.

 

SatellaSoft: Como surgiu a ideia de desenvolver o game?

Bruno Sanches: A ideia surgiu há alguns anos atrás, na época do ensino médio em uma conversa com um amigo. Encontramos uma pomba no caminho (nenhuma novidade) e observei que elas estavam ficando cada vez mais acostumadas e folgadas, a ponto de atravessarem a rua andando tranquilamente, mesmo com um carro vindo em sua direção. Quem garante que não tentarão dominar o mundo um dia?

 

SatellaSoft: A quanto tempo você atua no desenvolvimento de games?

Bruno Sanches: Comecei há cerca de dois anos e meio. Grande parte desse tempo passei experimentando a Engine e assistindo a tutoriais de modelagem 3D.

 

SatellaSoft: Você acredita que o Brasil possa ser uma das maiores potências do ramo de jogos?

Bruno Sanches: Acredito sim. O Brasil é um dos países que mais consome jogos. Tem muito desenvolvedor para mostrar seu talento ainda. Se você entrar em grupos de desenvolvimento, no Facebook, por exemplo, verá bastante gente buscando conhecimento.


SatellaSoft: Como esta sendo feita a sonorização do game?

Bruno Sanches: Estamos utilizando algumas músicas e efeitos sonoros de um site chamado AudioMicro. Procuramos também por conteúdos gratuitos. A sonorização precisa ser engraçada e divertida para se encaixar ao tema descontraído do jogo.

 

SatellaSoft:  Qual Engine está sendo utilizada para o desenvolvimento do game e porque optou em usa-la?

Bruno Sanches: Unity 3D. Optamos por ser mais intuitiva e ter uma comunidade ativa, ficando mais fácil de encontrar ajuda e materiais em situações de dificuldade.

 

SatellaSoft: Quais foram ou são as grandes dificuldades?

Bruno Sanches: No nosso caso, acredito que no de grande parte dos desenvolvedores independentes também, é encontrar tempo para desenvolver. Precisamos encaixar ou criar um espaço para essa atividade, um esforço prazeroso, conciliando trabalho e faculdade. A parte artística (artes conceituais e interface) e divulgação do jogo também são grandes desafios.


Para qual plataforma deseja distribuir o game?

Bruno Sanches: Lançaremos inicialmente para PC, tentando a Steam Greenlight. Faremos futuramente também uma versão mobile.

 

SatellaSoft: Fale sobre sua formação do ramo de games e de seus integrantes.

Bruno Sanches: Estou cursando o último ano de Ciência da Computação. Por causa disso, a programação fluiu um pouco melhor. O conhecimento que tenho sobre desenvolvimento de games vem de tutoriais e cursos online, principalmente pelo site Digital-Tutors. O Sebastian é formado em Sistemas e está constantemente desenvolvendo projetos pessoais, dois deles publicados na Google Play (Cube Colors e Jellys). Também é autodidata.

 

SatellaSoft: Sinta-se à vontade para deixar quaisquer observações e comentários extras.

Bruno Sanches: Continue sempre aprendendo e prepare-se para uma longa jornada. Se precisar de ajuda ou tiver alguma curiosidade mais técnica sobre o jogo, estamos à disposição para compartilhar o conhecimento que adquirimos até agora. Só conversar com a gente lá na página.

 

SatellaSoft: Qual conselho você gostaria de dar aos iniciantes em desenvolvimento?

Bruno Sanches: Não tenha medo de seus jogos. Muitos acabam desistindo por acharem o jogo que estão desenvolvendo simples ou inferior. Continue, mostre para a galera, avalie as críticas, o feedback e aceite os fracassos de braços abertos. Será uma experiência a mais. Ninguém é capaz de prever o seu limite com anos de dedicação, paixão e aprendizado. Para manter o foco, quebre seu objetivo em partes menores e monte uma lista com eles. Garanto que a sensação de riscar mais uma tarefa completada será muito boa. Agora vai lá, feche essa matéria, pegue sua ideia e a coloque em prática.

 

Confira algumas imagens do jogo abaixo.

Cenário do Pigeons Attack

Abatendo as pombas

Pomba Turn Down for What

Render da pomba

Para finalizar, confira um vídeo de Game Play do jogo, logo abaixo.

 

Até a próxima! ;D

 




Sobre o autor


Gunnar Correa

Nome: Gunnar Correa

Site: http://www.gunnarcorrea.com


Autodidata, graduado em Desenvolvimento Web e especialista em Tecnologias na Educação em uma universidade no interior de São Paulo. Comecei meus estudos na área de programação quando ainda era criança, e atualmente estou estudando desenvolvimento de jogos.

Sou o CEO do portal SatellaSoft, criado em 2009 com o intuito de compartilhar conhecimento de forma gratuita e inédita.


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